A barbárie tem gênero: e não podemos mais fingir que não vemos

Há algo profundamente inquietante no modo como o Brasil continua a tratar a violência contra mulheres. A cada novo caso que ocupa os noticiários, repete-se o mesmo roteiro: indignação momentânea, comoção coletiva e, logo depois, silêncio. Mas e se não estivermos diante de casos isolados? E se estivermos, na verdade, diante de um sistema que produz, sustenta e naturaliza essa violência?

Neste artigo, proponho uma reflexão que ultrapassa o senso comum. Não se trata apenas de denunciar a brutalidade dos atos, mas de compreender as estruturas que os tornam possíveis. O feminicídio não começa no momento da morte. Ele é gestado nas relações sociais, nos discursos, nas omissões e nas permissões cotidianas.

A partir de uma análise sociológica fundamentada em autoras e autores contemporâneos, bem como em casos reais amplamente divulgados pela mídia, o texto revela como a violência contra mulheres opera como um mecanismo de controle. Mulheres não estão sendo mortas por acaso. Estão sendo mortas, muitas vezes, por romperem, por dizerem não, por ousarem existir fora da submissão.

Este não é um texto confortável. E não pretende ser. É um chamado à consciência, ao posicionamento e à responsabilidade coletiva.

Se você deseja compreender por que essa violência insiste em se repetir e o que ela revela sobre a sociedade em que vivemos, este artigo é para você.

Leia até o fim. Porque nomear é o primeiro passo para transformar.

A BARBÁRIE TEM GÊNERO – LARADEE

Há algo profundamente inquietante no modo como o Brasil continua a tratar a violência contra mulheres. A cada novo caso que ocupa …

O feminicídio não acontece por acaso. Ele é consequência de uma sociedade que ainda falha na educação, na conscientização e na construção …

O Dia Internacional da Mulher é frequentemente marcado por homenagens e celebrações. No entanto, para muitas mulheres, a data também é um …

Seja um parceiro ou apoiador de projetos!